O ministério do/a catequista

O Reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33)

  • Rogério Luiz Zanini

Resumo

A Igreja desempenha sua missão de evangelizar através da acolhida da vocação ministerial suscitada pelo Espírito Santo. Esta acolhida se expressa em inúmeros serviços voltados para o atendimento de aspectos concretos da vida das comunidades eclesiais. Este artigo procura, a partir da carta de Francisco sobre o ministério de catequista, refletir a identidade dos ministérios na vida eclesial. De modo particular, tomando a perspectiva cristológica, perceber que a razão essencial da origem dos ministérios nas comunidades cristãs é o serviço aos pobres e necessitados. A práxis de Jesus é e permanece definitivamente como última base crítica para o ministério na Igreja que a persegue desde o início até hoje, ora mais fielmente, ora menos. Desta centralidade cristológica, surge nossa questão: os ministérios são compreendidos como fonte de serviço em vista do reinado de Deus, ou são assumidos como fonte de poder/clericalização? Responde-se a esta questão, primeiro, compreendendo os ministérios na Igreja como serviço aos pobres e vítimas; em segundo, contextualizando o conceito de ministérios na vida da Igreja; terceiro, refletindo sobre a carta do Papa Francisco que instituiu o ministério do/a catequista; e, em quarto e último, propondo uma atualização do ministério do/a catequista e seus desafios para a vida ministerial da Igreja.

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Biografia do Autor

Rogério Luiz Zanini

Doutor e mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Especialista em Metodologia Pastoral pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI. Graduado em Teologia pelo Instituto de Teologia e Pastoral – Itepa –, Passo Fundo/RS. Graduado em História pela Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC. Professor do Instituto de Teologia e Pastoral – Itepa.

Publicado
2022-04-12
Como Citar
Zanini, R. L. (2022). O ministério do/a catequista: O Reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33). Revista Eclesiástica Brasileira, 82(321), 156-173. https://doi.org/10.29386/reb.v82i321.3940