Diálogo e sinodalidade na ação missionária da Igreja

Perspectivas a partir do Sínodo da Amazônia

  • Elias Wolff

Resumo

O mundo é cada vez mais plural nos âmbitos cultural e religioso, exigindo que a Igreja desenvolva de forma convicta a perspectiva dialogal da missão. E, como esta é uma tarefa de toda a comunidade eclesial, urge também que a Igreja viva um verdadeiro processo sinodal no modo de refletir e decidir os projetos de missão. Isso tem implicações para a Igreja em dois âmbitos: ad extra, identificar interlocutores do Evangelho, dentre os quais destacam-se as culturas, as igrejas e as religiões; ad intra, retomar processos conciliares, como a eclesiologia do Povo de Deus, o sacerdócio comum dos fiéis, a pastoral de conjunto. O Sínodo para a Amazônia foi um importante esforço nessa direção, vinculando a afirmação da fé em Cristo com práticas de afirmação da justiça socioambiental que expressam a “vida em abundância” (Jo 10,10), para o ser humano e toda a criação. Nessa direção, a Igreja é chamada a exercitar a “cultura do diálogo” e a “conversão sinodal” como pilares de sua prática evangelizadora em nossos tempos.

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Biografia do Autor

Elias Wolff

Pós-doutorado na Lutheran School of Theology at Chicago/EUA (2019); Doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana/Roma (2000). Atualmente é membro do Programa de Pós--Graduação em Teologia – PUC-PR, e dedica-se à pesquisa do ecumenismo e diálogo das religiões.

Publicado
2022-04-12
Como Citar
Wolff , E. (2022). Diálogo e sinodalidade na ação missionária da Igreja: Perspectivas a partir do Sínodo da Amazônia. Revista Eclesiástica Brasileira, 82(321), 45-65. https://doi.org/10.29386/reb.v82i321.3935