Espírito Santo e sinodalidade

  • Mário de França Miranda

Resumo

O texto busca resgatar o papel do Espírito Santo numa configuração sinodal da Igreja para corrigir a ênfase unilateral da dimensão doutrinal e jurídica, própria da tradição eclesiológica ocidental. Numa primeira parte, se demonstra ser todo o Povo de Deus o destinatário primeiro da missão de proclamar e realizar o desígnio salvífico de Deus, conhecido como Reino de Deus. Sua fundamentação valoriza, sobretudo, os textos do Concílio Vaticano II. Segue-se uma segunda parte, que demonstra a ação do Espírito Santo em todos os membros da Igreja, iluminando sua fé e estimulando suas práticas e iniciativas. Deste modo, emergem realidades como o “sentido da fé”, a diversidade dos carismas, a configuração institucional da Igreja e a autoridade (exousia) de todos na missão comum. Na parte final, se aborda como poderia se configurar uma Igreja realmente sinodal: suas condições e suas possibilidades.

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Biografia do Autor

Mário de França Miranda

Professor-emérito de teologia da PUC-Rio. Autor de várias obras e numerosos artigos, especialmente nas áreas de Antropologia Teológica, Inculturação da Fé, Diálogo inter-religioso, Eclesiologia. Seus últimos livros: A Igreja em transformação, Paulinas, 2019; e Vislumbres de Deus, Paulinas, 2019; Recordações da minha fé, Paulinas, 2021.

Publicado
2022-04-12
Como Citar
Miranda, M. de F. (2022). Espírito Santo e sinodalidade. Revista Eclesiástica Brasileira, 82(321), 24-44. https://doi.org/10.29386/reb.v82i321.3934